Alguma coisa acontece quando começo a ouvir um pouco mais da sua vida, quando consigo olhar um pouco mais fundo nos seu olhos. La dentro consigo enxergar a sua alma, olhando a minha. Poesia, que às vezes transborda em lágrima.
Na mesma velocidade que acontece, também desacontece quando cruzo a porta, sozinha, para voltar talvez nunca. Entro no elevador e aqueles quase dois minutos que me levam à terra vão abrindo centenas de micro-rupturas para longe desse micro-cosmo que vivemos incrustados no meio da cidade, ora barulhenta, ora cintilante.
A cidade, ora palco, ora espectadora, para essa utopia que nos permitimos, vez ou outra, viver.
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