11 de junho de 2024

(tudo o que foi dito no silêncio)

depois de anos, talvez ja nao fizesse nem mais sentido as poucas mensagens trocadas, vez. Ou outra. Na volta de algo ou indo para o inicio de mais uma semana, de repente meses e consequentemente anos se passaram. Nunca fez sentido (pra mim) falar de medo, porque medo a gente engole com (um tanto de) vinho que é pra esquecer e dar coragem. Eu sempre esqueço do medo. Mas fazia muito (mais) sentido para você se agarrar a ele. 

Naquela noite (talvez) não (mais). 

Eu te guardei quentinho, como na noite que você se enrolou no cobertor no meu colo, como nas tardes de sol se pondo no horizonte infinito.

Você disse agora que queria (ou preferia) não ter medo. Que o medo te fez ir pra longe, as vezes visitar por saudade (e por alguma esperança), mas que algumas semanas, ou meses, não foi (tao) solitário, que conseguiu achar outras companhias e esquecer (tambem de mim). Engoli seco porque aquilo me soava um tanto familiar. “Todas elas não eram você”, mas você não disse isso. Porque você é sempre uma oitava acima do que eu ja vivi, e escutei. 

Eventualmente nos calamos num olhar prolongado, desses que chegam até a alma. Você, brincando (ou nao), perguntou “vamos fazer isso mesmo?” E dessa vez consegui responder “ainda bem”. Parecia (agora) o tempo certo, se é que isso existe, mas (sim) muito mais pra você e (ainda bem) ainda para mim.

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